1. Como foi a definição do tema da Campanha Orgulho de Ser Intensivista de 2015?
A Infecção na UTI é um dos maiores problemas que o intensivista enfrenta no seu dia a dia. A conscientização da prevenção irá nos ajudar com a redução e será, consequentemente, o início de um grande trabalho para salvar vidas. Esperamos que a campanha atinja o maior número possível de médicos, equipe multiprofissional e familiares.

2. Qual o objetivo da Campanha?
O objetivo da campanha é a conscientização da prevenção de infecção nas UTI’s brasileiras, educação e conscientização em busca da redução de pacientes internados e qualidade no tratamento e atendimento ao doente crítico.

3. A Campanha pretende atingir quais públicos? Por quê?
Público alvo:
• Médico Intensivista e Médicos que circulam pelo ambiente da UTI, Profissionais de UTI (Enfermeiros, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Fonoaudiologistas, Psicólogos, Dentistas, Farmaceuticos)
• Familiares com permissão para visitação aos pacientes críticos internados nas UTI’s
• População visitante dos hospitais Estas pessoas são as mais próximas dos leitos, equipamentos, medicamentos e paciente. Podem, em situações simples ou extremas e sem a higienização adequada, transmitir doenças advindas de outras áreas dos hospitais ou trazidas de seu ambiente domiciliar ou trabalho.

4. Como se pretende atingir os diferentes públicos?
Através de distribuiçãoo de cartilhas, divulgação pelas mídias da AMIB, AMB, ILAS, SBI, ABIH, midias sociais, cartazetes nas UTI’s e blitz nos corredores dos hospitais.

5. Qual a principal mensagem que a campanha pretende levar aos diferentes públicos?
A mensagem é “A Conscientização Está em Nossas Mãos” e a meta é divulgar de maneira lúdica a importância de conscientizar os diferentes públicos sobre a higienização das mãos como primeiro passo, além de outras formas prevenir a infecção (7 pontos-chaves).

6. Haverá ações diferenciadas? Se positivo: quais e quando?
Sim. Haverá blitz em 4 datas específicas:
05 de maio – Dia Mundial de Higienização das Mãos
13 de setembro – Dia Mundial da Sepse
15 de outubro – Dia Mundial da Lavagem das Mãos
10 de novembro – Dia do Médico Intensivista

7. Quais são os índices de infecção hospitalar em nosso país? Quais os índices de infecção na UTI?
Dados brasileiros sugerem que cerca de 60% dos pacientes em ambiente de cuidados intensivos têm infecção e até 70% recebem tratamento antibiótico em algum momento de sua permanência. A mortalidade global desses pacientes é maior que a população em geral, podendo chegar a 40%, além de permanecerem mais tempo internados e terem um maior custo associado ao seu tratamento.

8. Quais as infecções mais comuns que acometem os pacientes gravemente enfermos, internados nas unidades de terapia intensiva?
A infecção mais comum é respiratória, seguida de infecções de trato urinário e infecções intra-abdominais. Sítios “invadidos” por próteses ou dispositivos de suporte a vida (tubos, sondas) estão especialmente sob risco de desenvolver infecção.

9. Qual o índice de mortalidade por infecções nas unidades de terapia intensiva em nosso país?
A mortalidade associada à infecção no ambiente de cuidados intensivos é bastante variável, mudando de acordo com o tipo de UTI (geral, cirúrgica ou de trauma, por exemplo), tipo de hospital (terciário, universitário, de baixa ou alta complexidade) e nas diferentes regiões do país. Porém, o que se verifica claramente nos diferentes cenários é um risco maior nos pacientes que desenvolvem uma infecção adquirida no hospital ou na UTI em comparação com pacientes sem esta complicação. O impacto deste aumento pode ser da ordem de 2 ou 3 vezes o risco basal.

10. Qual o índice aceitável pela Organização Mundial de Saúde?
A OMS não estabelece metas internacionais e preconiza que as autoridades, em âmbito nacional ou regional, desenvolvam ações que visem a redução do risco de adquirir infecções relacionada aos cuidados de saúde. No Brasil, a ANVISA, através da Comissão Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência a Saúde (CNCIRAS), promove ações com o PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE.

11. Quais são os agentes causadores das infecções no ambiente de UTI?
No ambiente de cuidados intensivos, apesar de poder haver variação entre os diferentes centros, a preocupação maior está nas bactérias gram-negativas, que correspondem nos estudos a pelo menos 50% dos episódios de infecção adquiridas na UTI, principalmente aquelas que expressam mecanismos de resistência aos antibióticos disponíveis como Acinetobacter spp; Pseudomonas aeruginosa e enterobactérias resistentes a carbapenemicos. Bactéria gram-positivas (como S. aureus, resistente a meticilina, e espécies de Enterococo, resistentes a vancomicina) e fungos (como espécies de Cândida não-albicans) também vêm ganhando espaço e representam um desafio ao tratamento.

12. Quais as medidas indicadas pela campanha para a queda na taxa de infecções na UTI?
São os pontos-chaves.

13. Como a Campanha pretende divulgar esses pontos-chaves? E como saber se estão sendo implantados?
Através de cartilhas educativas, cartazes, entrevistas no site da AMIB, ILAS, SBI e mídia espontânea.

14. É possível diminuir esses índices?
Sim. Diversos estudos descrevem estratégias efetivas de prevenção da infecção na UTI como promoção da higienização de mãos, uso adequado das precauções de contato, treinamento da equipe e uso racional de antimicrobianos. Todas estas medidas, se adotadas, podem reduzir as taxas de infecção e a mortalidade associada.

15. Quais são os parceiros da AMIB para a divulgação e implantação das medidas?
AMB, SBI, ABHI, ILAS e Ministério da Saúde. As 25 regionais da AMIB serão envolvidas e teremos os “porta-vozes” da AMIB em todo território nacional.

16) Qual será o período da Campanha?
De Abril a Novembro de 2015, podendo continuar em 2016.