• Há alguns anos a AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira iniciou mais uma ação de conscientização, tanto aos profissionais que atuam nas unidades de terapia intensiva, como aos demais agentes de saúde e à população. O ano foi 2009 e o projeto, Campanha Orgulho de Ser Intensivista. Temas como UTI sem medo, Segurança na UTI e Doação e Transplante de Órgãos foram trabalhados.

    Este ano, o nosso foco será Prevenção da Infecção na UTI. A escolha do tema é de extrema importância, pois a infecção é um dos assuntos que mais preocupa todos os profissionais de saúde e a participação da população, sejam pacientes ou familiares ou visitantes dos hospitais, é fundamental para que possamos mudar o cenário do nosso país, que tem um dos mais preocupantes índices do mundo. Estima-se que 70% dos pacientes internados nas UTIs brasileiras, em algum momento durante a internação, serão tratados para algum tipo de infecção.

    Serão sete meses de divulgação e trabalhos nas UTIs brasileiras! Teremos ações pontuais de conscientização e educação, além de distribuição de materiais educativos, com enfoques para os diferentes públicos (médicos, profissionais de UTIs, familiares e visitantes).

    Entendemos que esses são pontos básicos para qualquer tipo de mudança de comportamento e de conceito. Por isso, precisamos nos unir para que a data final do nosso projeto seja o início de um novo momento da prevenção e combate das infecções, não só nas unidades de terapia intensiva, mas em todos os ambientes hospitalares.

    Fique atendo às ações e participe!


    Fernando S. Dias
    Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)

  • A nossa Campanha Nacional desse ano, que traz como foco a Prevenção da Infecção na UTI, tem como objetivo a conscientização dos profissionais que atuam nas unidades de terapia intensiva e de pacientes e familiares.

    Os índices de infecção nos hospitais brasileiros são preocupantes e se agravam quando os pacientes estão internados nas unidades de terapia intensiva. Os dados nacionais indicam que cerca de 60% dos pacientes em ambiente de cuidados intensivos têm infecção e 70% recebem tratamento com antibióticos em algum momento de sua permanência, sendo que a mortalidade global dos pacientes que desenvolvem infecções nas UTIs brasileiras é de 40%.

    A mortalidade associada à infecção no ambiente de cuidados intensivos é bastante variável, mudando de acordo com o tipo de UTI (geral, cirúrgica, de trauma, por exemplo), tipo de hospital (terciário, universitário e de baixa ou alta complexidade) e diferentes regiões do Brasil. Porém, o que se devem verificar nos diferentes cenários é um risco maior em pacientes que desenvolvem infecções adquiridas nos hospitais ou UTIs, em comparação aos pacientes sem essa complicação. O impacto desse aumento pode ser na ordem de duas ou três vezes mais.

    Durante sete meses, trabalharemos com diferentes ações sete pontos identificados como importantes para a prevenção e controle das infecções, não só nas UTIs, mas em todo ambiente hospitalar: higienização das mãos; o uso racional de antimicrobianos; rastreiro e medidas de isolamento dos casos; vigilância epidemiológica; limpeza adequada do ambiente; e educação continuada dos profissionais de saúde.

    Convidamos todos, sejam profissionais de saúde, indústria e população em geral, para participar desse importante momento para o controle e a prevenção das infecções nas UTIs brasileiras.


    Dr. Thiago Lisboa
    Coordenador da Campanha

  • Estamos apoiando fortemente essa iniciativa. Infecção adquirida não é algo que possa ser neutralizado ou totalmente prevenido. É uma miragem dizer que temos zero de infecção. Entretanto, temos que ser muito pró-ativos e buscar limitar o máximo possível das infecções nos ambientes hospitalares.


    Dr. Daniel De Backer

    Presidente da European Society of Intensive Care Medicine (ESICM)

  • O Instituto Latino Americano de Sepse apoia enfaticamente a Campanha de Prevenção da Infecção na UTI organizada pela AMIB.

    Sabemos que os pacientes sob cuidados intensivos são extremamente suscetíveis a adquirirem infecções hospitalares. A presença de comorbidades, os procedimentos invasivos, as intervenções antimicrobianas são fatores associados à aquisição de infecção e também estão intimamente relacionados ao seu pior prognóstico.

    É fundamental reduzir esse risco ao mínimo possível. É inconcebível que um paciente assim fragilizado não receba dos profissionais de saúde o maior empenho de protegê-los de um evento que acrescenta tamanha morbidade e mortalidade. Vamos juntar esforços nessa campanha!



    Dr. Reinaldo Salomão
    Presidente do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS)

  • A higienização das mãos dos profissionais de saúde é a principal medida de controle das infecções hospitalares. No ambiente da Unidade de Terapia Intensiva, torna-se ainda mais impotante. A campanha promovida pela AMIB, representa o esforço diário do profissionais das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que tentam sensibilizar todos os profissionais de saúde a aderirem a essa prática.

    A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) apoia integralmente esta campanha.



    Dr. Érico Arruda
    Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

  • Infecção no ambiente hospitalar gera aumento de custos e da mortalidade. Todas as ações da AMIB na Campanha de Prevenção da Infecção na UTI devem ser difundidas e incorporadas na nossa prática diária, visando sempre trazer benefícios aos nossos pacientes.

    Parabéns à AMIB!

    Parabéns ao médico brasileiro!


    Florentino Cardoso
    Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB)

  • Como presidente da Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH) apoio este grandioso movimento para diminuir as taxas de infecções relacionadas aos serviços de saúde. A conscientização de todos para a higienização das mãos será o “elo forte” para o sucesso desta campanha.

    A otimização de um ato simples, rápido e eficaz como higienizar as mãos com solução alcóolica é capaz de salvar vidas.

    Parabéns a todos da AMIB pela atitude.


    Marcelo Carneiro, MD, PhD
    Presidente Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH)