Milhares de Pessoas são salvas a cada ano porque outras, como você, fizeram a escolha certa.


A Doação de Órgãos é muito mais do que uma expressão de amor; é um ato de solidariedade em um momento muito especial, tanto na vida de quem doa como na de quem recebe.

E porque muitas pessoas praticam esse ato, o número de doadores tem crescido muito em nosso país e, claro, isso se deve também à capacitação de profissionais e ao trabalho de sociedades médicas e conselhos ligados à área de saúde.

E você sabe onde a doação de órgãos começa? Sabe qual a diferença entre morte encefálica e coma? E ainda, sabe qual é o profissional médico que dá início ao processo para que esse ato seja concretizado?

Para ajudar a esclarecer essas questões, a AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira trabalhará em sua campanha anual o tema A Doação de Órgãos Começa na UTI.

A Campanha Orgulho de Ser Intensivista está em sua terceira edição. Esse ano, a AMIB esclarecerá sobre o importante papel do médico intensivista no processo de doação de órgãos.

 

O que é Morte Encefálica


A morte encefálica é determinada quando há perda irreverssível das funções vitais que mantêm a vida. Ou seja, da consciência e da capacidade de respirar. Esse quadro pode ser causado por uma lesão no cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral.

No entanto, o coração do indivíduo permanece batendo por algum tempo e os demais órgãos funcionando. Mas esse tempo é muito curto, por isso, a constatação desse quadro tem que ser muito rápida para que procedimentos possam ser aplicados para a manutenção desses órgãos que podem ser destinados à doação.

Uma das principais dúvidas das famílias é entender a diferença entre o coma e a morte encefálica. A principal distinção é que no coma, embora a lesão cerebral seja grave, o quadro é reversível, pois as funções cerebrais automáticas estão ativas, ou seja, há respiração e podem ocorrer posturas motoras, com membros esticados ou totalmente dobrados. Nesse caso, o paciente está vivo.

Diferentemente do quadro de morte encefálica no qual há a interrupção definitiva de todas as atividades cerebrais e o indivíduo não respira sozinho.

 

Como identificar Morte Encefálica


O Brasil tem um dos protocolos mais exigentes para o diagnóstico da morte encefálica e precisa ser confirmada por dois médicos especialistas. Esse protocolo contempla diagnósticos clínicos e gráficos.

Os exames são baseados em normas médicas e incluem testes clínicos para determinar que não há mais reflexos cerebrais, portanto, o paciente não respira sem a ajuda de aparelhos. É importante frisar que esses testes são realizados repetidamente em intervalos pré-determinados conforme a faixa etária do potencial doador. Isso é feito para garantir um resultado exato.

São feitos também exames do fluxo sanguíneo (angiograma cerebral) ou um eletroencefalograma, para confirmar a ausência do fluxo sanguineo ou da atividade cerebral.

Durante a realização desses testes, o potencial doador é colocado em uma máquina que respira por ele (ventilador). Esse aparelho ajuda o cérebro a enviar sinais para que corpo respire. Também é possível o uso de medicamentos especiais para ajudar na manutenção da pressão sanguínea e outras funções do corpo.

No entanto, é importante esclarecer que o ventilador e os
medicamentos, mas não interferem na determinação da morte encefálica.

Somente após essa comprovação é que o médico intensivista abordará a família para a doação de órgãos.

O que acontece após a autorização para doação


Após o diagnóstico da morte encefálica e a obtenção do consentimento da família para a doação de órgãos, todos os esforços do médico intensivista e de sua equipe são em agilizar o processo para que o transplante seja realizado.

O passo seguinte é a manutenção dos órgãos a serem doados. Os procedimentos aplicados visam manter suas funções orgânicas e, quando necessário, reverter as disfunções orgânicas que podem inutilizar esses órgãos.

O período de 12 a 24 horas é considerado adequado para o cumprimento dos aspectos burocráticos e possíveis reversão de disfunções orgânicas. Portanto, é fundamental que o profissional à frente desse processo seja altamente qualificado para
executá-lo.

O que acontece após a autorização para doação


Após o diagnóstico da morte encefálica e a obtenção do consentimento da família para a doação de órgãos, todos os esforços do médico intensivista e de sua equipe são em agilizar o processo para que o transplante seja realizado.

O passo seguinte é a manutenção dos órgãos a serem doados. Os procedimentos aplicados visam manter suas funções orgânicas e, quando necessário, reverter as disfunções orgânicas que podem inutilizar esses órgãos.

O período de 12 a 24 horas é considerado adequado para o cumprimento dos aspectos burocráticos e possíveis reversão de disfunções orgânicas. Portanto, é fundamental que o profissional à frente desse processo seja altamente qualificado para executá-lo.

O papel do Médico Intensivista


O médico intensivista é fundamental no processo de doação de órgãos. Pois é esse profissional, que atua e acompanha os pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, que está capacitado para identificar o potencial doador, aplicar os exames para a constatação de morte encefálica, abordar a família de forma humanizada e, posterioremente, manter clinicamente os órgãos que serão transplantados. Sua atuação é determinante para que todo o processo seja realizado e o transplante entre para o índice de efetivo.

O objetivo principal do médico intensivista e equipe é manter a vida.

O que você precisa saber


- Há dois tipos de doares o vivo e não-vivo (constatação da morte encefálica).

- Órgãos que podem ser doados em vida: um dos rins, parte do pulmão, parte do fígado e medula óssea.

- Órgãos e tecidos que podem ser doados após a morte: rins, pulmões, coração, válvulas cardíacas, fígado, pâncreas, intestino, córneas, ossos, cartilagem, tendão, veias e pele.

- Morte encefálica é uma lesão irrecuperável e irreversível do cérebro.

- Coma é um processo reversível. Portanto, o paciente em como está vivo.

- Há uma legislação própria para o processo doação e recepção de órgãos.

- A retirada de órgãos é um procedimento cirúrgico e não causa a mutilação do corpo.

- Nem todos, mesmo manifestando seu desejo em vida, podem ser doadores. Portanto, o papel do médico intensivista é fundamental.
Consulte-o!

- É importante lembrar que a família é quem decide pela doação de órgãos.

 

 
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